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Carlinhos Pinheiro

Modalidades do Rodeio

O rodeio no Brasil possui várias modalidades sendo que algumas vieram do exterior e outras foram criadas aqui, confira agora as modalidades que consistem os rodeios do Brasil:

MONTARIA EM TOURO:  Introduzida nos rodeios brasileiros na década de 80 a montaria em touros é grande atração nas arenas do mundo. Na montaria em touros é usada a chamada corda americana com polacos (sinos). O atleta tem que, obrigatoriamente, usar luva de couro na mão que segura a corda e coletes de segurança, com uso opcional de capacetes, para evitar acidentes. A montaria em touros exige coragem, equílibrio, flexibilidade, coordenação e reflexo. Nela o atleta só pode usar uma das mãos para manter-se em cima do animal, durante os oito segundos exigidos pelo regulamento. Se encostar a mão erguida (mão de equílibrio) em qualquer parte do corpo ou do animal, a nota do competidor será zero. O equipamento consiste em uma corda - conhecida como corda americana (feita de nylon ou rami / fibra vegetal) -  que é trançada manualmente e possui alça em que uma das mãos encontra apoio. Esta mesma mão é envolvida pela corda por sua extremidade mais fina, onde o competidor faz o ajuste para ter mais firmeza. O peso do animal pode ultrapassar os 900 quilos.

 

CUTIANO: Estilo tipicamente brasileiro de realizar a montaria. Nesta modalidade o atleta fica sobre o cavalo por oito segundos, a contar da saída do brete. É caracterizado pela falta de apoio do competidor resistindo aos sacolejos dos pulos do animal com apenas o uso de uma das cordas, amarradas à peiteira do cavalo. Apesar de ser nacional o estilo cutiano de rodeio resiste ao tempo e é visto com muito respeito por atletas internacionais. Faz parte do equipamento um arreio (assento feito de couro), baixeiro, peiteira e rédeas com duas canas (tiras de corda que o atleta segura com uma das mãos). No primeiro pulo o competidor posiciona as esporas, sem pontas, no pescoço, acima da paleta do cavalo. A partir do segundo pulo, as esporas devem ser puxadas para trás;

LAÇO EM DUPLA: Inspirado na lida das fazendas, o Laço em Dupla, compreende laçar um bezerro, de aproximandamente 200 quilos, no menor tempo possível. Cada laçador tem uma função definida. Enquanto o "cabeceiro" se preocupa em mirar seu laço nos chifres ou pescoço do animal, o "peseiro" cuida dos pés do bezerro, tendo a função de derrubá-lo. Cordas enroladas no pito da sela, os competidores saem do boxe depois que o bezerro estourar a barreira. A conclusão da prova se dá quando o animal está completamente dominado e os dois laçadores esticam suas cordas.

 

LAÇO DO BEZERRO: Outra modalidade que nasceu da lida com o gado nos ranchos foi o Laço do Bezerro, quando o fazendeiro precisava marcar a bezerrada ou fazer curativos usava da habilidade do peão para capturá-los. Um laçador e seu cavalo, sincronizados e bem treinados, saem do box depois que o bezerro estoura a barreira. O competidor laça o animal em movimento, desce do cavalo, derruba o bezerro de aproximadamente 120 quilos e amarra três de suas quatro patas. Tudo isso é devidamente cronometrado, pois ganha quem realizar a tarefa completa em menor tempo. Para indicar o fim da laçada, o cavaleiro posicionado sobre o bezerro, levanta as duas mãos.

 

TRÊS TAMBORES: Com a participação apenas de mulheres, esta prova une habilidade e velocidade. Em um percurso medido com exatidão, três tambores são colocados numa distância mínima de quatro metros um do outro. As competidoras tem a tarefa de realizar o percurso contornando os tambores com precisão, numa sequência estabelecida, e voltar em disparada para o local de onde saiu, brigando contra o cronômetro. A atleta parte em linha reta, contorna o primeiro tambor numa manobra de 360º graus, segue para o segundo e terceiro tambores, e volta em disparada para a linha de partida. Derrubar o tambor implica em penalização de cinco segundos acrescidos ao tempo final. A competidora tem que estar em perfeita harmonia com seu cavalo para obter sucesso.

TEAM PENNING:  Team Penning é a modalidade western que mais cresce no Brasil. A prova é realizada em uma pista de tamanho variável e três cavaleiros. O trio deve apartar três bezerros, em um lote de trinta, numerados de zero a nove, estes três bezerros, escolhidos pelo juiz, devem ser colocados em um curral localizado dentro da pista num tempo máximo de dois minutos. Vence o trio que realizar a tarefa no menor tempo, pois necessita de táticas e combinações de apartar os bezerros entre o trio participante. As provas geralmente são compostas por pai, mãe e filhos. É uma forma de reunir os amigos e familiares. O desafio do cavalo é movimentar-se sem que o boi volte ao rebanho e sem a intervenção do cavaleiro.

 

BAREBACK: Montaria em pêlo em cavalo, originária dos Estados Unidos. Nela o competidor, na saída do brete, "marca o animal" posicionando as duas esporas, sem pontas, no pescoço do cavalo. Em seguida, ele simultaneamente puxa as esporas, fazendo com que as pernas alcancem a laça do "bareback" (uma espécie de alça de couro sobre o cavalo, posicionada na cernelha do animal). Esta alça é segurada com uma das mãos como ponto de apoio. A prova também tem oito segundos de montaria, e neste tempo o competidor tem que ficar sobre o animal, esporeando-o, de maneira que elas corram livremente pelo pescoço do cavalo. A posição do competidor durante a montaria é quase horizontal.

 

SELA AMERICANA: É o estilo de montaria em cavalos mais antigo do rodeio americano. É considerada a modalidade com maior grau de dificuldade, pela habilidade técnica, que exige do atleta. O equipamento consiste em uma sela sem pito e sem baixeiro (capa feita em tecido grosso, colocada entre a sela e o lombo do animal). Com a mão de apoio o competidor segura uma corda de aproximadamente 1,20 metros, que está ligada ao cabresto. A outra mão, chamada de "ponto de equilíbrio", não pode tocar em nenhuma parte do animal. No primeiro pulo, o competidor posiciona as duas esporas, sem pontas, em sua paleta. No segundo pulo, ele puxa as esporas, passa pela barriga e chega até o final da sela, na traseira do cavalo.

 

BULLDOGGING: O Bulldogging foi introduzido no Brasil em 1988, pelos irmãos Guilherme e Henrique Prata e por Paulo José Manno, os primeiros brasileiros a praticar a modalidade em Presidente Prudente, no estado de São Paulo. O Bulldogging é praticado por dois competidores que tem como objetivo virar e derrubar ao chão um garrote no menor espaço de tempo. Um cavaleiro cerca o animal enquanto o outro trata de agarrar seus chifres e derrubá-lo á unha, literalmente. Quem fica a direita do animal faz o trabalho de esteira, cercando o boi e não deixando que ele se distancie muito. O outro cavaleiro posiciona-se do lado contrário, tendo a função de saltar do cavalo em movimento sobre o touro, usando as mãos para agarrar os chifres do animal e derrubá-lo ao chão. Mais uma vez o que vale é o tempo mínimo em que tudo isso é feito, e o sincronismo entre os dois cavaleiros é essencial.

 

APARTAÇÃO: Apartação é uma modalidade de trabalho em que consiste em apartar uma só rês do rebanho, sem trabalhar os demais. A necessidade do entrosamento entre o cavalo (Quarto de Milha) e o cavaleiro. É fundamental uma sequência de movimentos bem definidos e passos que começam e terminam em posições precisas. Cavalo e cavaleiro, devem se movimentar calmamente para dentro do rebanho, apartar um animal do lote e guiá-lo até o centro da arena para mantê-lo afastado dos outros animais, com manobras precisas. O cavalo de apartação deve combinar os movimentos sutis e precisos. O juiz avalia o cavalo por sua habilidade de impedir o boi de retornar ao rebanho "senso de gado", coragem e atenção. A nota é de 60 a 80, com média baseada em 70.

 

RÉDEAS: É a modalidade de hipismo western, na qual o cavalo recebe adestramento básico. Entre todas as modalidades é a mais técnica. Qualquer cavalo que pratique outra modalidade, precisa ter Rédeas para obter sucesso. Controlar um cavalo, não é apenas guiá-lo, mas dominar seus movimentos. O cavalo melhor controlado deverá ser voluntariamente guiado com pouca ou nenhuma resistência. Qualquer movimento dele próprio poderá ser considerado como falta de controle. Como outras modalidades no hipismo western, a Rédeas surgiu nos Estados Unidos, durante o período de colonização americana o cavalo foi uma peça muito importante para o homem do campo. Anos se passaram e foi se aperfeiçoando a criação e o treinamento.

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